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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Fins


Todo fim de feira é assim:  xepas de aqui e acolá. É como palco de teatro que, depois de ter cedido lugar ao evento principal,  esvaído de público,  perfaz-se de restos.  Assim seria também a sala de aula ideal? O que sobra quando  saídos alunos e professores?  E que pensamentos  ocupam o coveiro, depois que todos se foram e  o que parece  restar é terra revolvida, um corpo defunto e cimento fresco?  Que  coisas  assolam as gentes que ficam quando alguém se despede?    E todo fim de festa é assim? Restos, sobras, excessos, a fineza derretida em maquiagens já lúgubres, a roupa amarrotada, uma sensação a mais de felicidade acondicionada,  com data e hora de validade. Quanto  durará?