Todo fim de feira é
assim: xepas de aqui e acolá. É como
palco de teatro que, depois de ter cedido lugar ao evento principal, esvaído de público, perfaz-se de restos. Assim seria também a sala de aula ideal? O
que sobra quando saídos alunos e professores? E que pensamentos ocupam o coveiro, depois que todos se
foram e o que parece restar é terra revolvida, um corpo defunto e cimento fresco? Que
coisas assolam as gentes que ficam
quando alguém se despede? E todo fim de festa é assim? Restos, sobras, excessos,
a fineza derretida em maquiagens já lúgubres, a roupa amarrotada, uma sensação
a mais de felicidade acondicionada, com data e hora de validade. Quanto durará?