quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Compaixão e penas nacaradas


         Em fins de setembro estiveram reunidos em Vancouver os laureados com o Nobel da Paz: Betty Williams e Mairead Maguire (que partilharam o Prêmio Nobel em 1976), Dalai Lama (Prêmio Nobel em 1989), representando Desmond Tutu (Prêmio Nobel em 1984) estava sua filha Rev. Mpho Tutu- e Jody Williams (Prêmio Nobel em 1997).
         O encontro, chamado Connections for Peace (Conecções pela Paz), tinha como tema a compaixão. Assim resumo simploriamente as declarações: A compaixão implica uma tomada de ação e dista do sentimentalismo. Se nos solidarizamos com a condição do outro então podemos agir em prol de uma causa, que acabará sendo maior que um ser humano ou comunidade. Uma causa que é de todos nós.
         E recentemente deu, não no New York Times como cantava Tim Maia, mas, no Vancouver Sun, que empatia pelas outras formas de vida é algo que nós adultos devemos ensinar cotidianamente às crianças. Longe de esperar que elas espontaneamente respeitem e amem os animais, plantas, fenômenos da Natureza ou outros seres humanos, devemos sim, estimulá-las a descobri-los, cativá-las a conhecer suas manifestações peculiares reconhecendo-as como parte de nossa existência e condição humana. Afinal sem qualquer uma das outras formas de vida sairíamos, como temos saído, um pouco mais empobrecidos.
           Felizmente, quando criança, eu me formei em apreço pelos animais. E, por paradoxal que possa parecer, apesar de vê-los servirem-nos de alimento, sempre prevaleceu em mim a lição de meus pais: um animal deve ser respeitado, cuidado, zelado. Por isso compaixão tem, para mim, a beleza das penas nacaradas. E por isso faz todo sentido, para mim, que ensinemos, e logo, nossas crianças a respeitarem outros seres, especialmente os humanos, que andam tão precisados de o serem.
         E um ótimo dia da Criança para todos nós!

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