quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Confissões

Eu aponto lápis para gozar o momento de.
Eu bebo café sem açúcar porque quero até a última gota do aroma.
Eu leio dicionários diariamente por gosto e precisão.
Eu carrego palavra como quem carrega um filho.
Eu fico imóvel para não perturbar a transparência fugaz das lagartixas.
Eu remeto bilhetes e cartas de amor que formulo em meus olhos antes de dormir.
Eu choro longe dos espelhos.
Eu adormeço com óculos esperando ver melhor o que sonho.

Um comentário:

Maninha disse...

Silvia, este é tu, parece que te vejo chorando no banheiro e fugindo do espelho. Meu Deus, é tudo de bom ler estes poemas.
beijos, mais parabénssssssss